
A pouco, pensava no que era fé... No meu caso, fé é acreditar que não mais serei só, toda vez que chega setembro...
Legenda da Imagem: Marina e Ulay
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Setembro
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Mário Paixão
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grauer mann

Verdade seja dita: Eu sou feito de cores, num mundo de daltônicos.
Deste modo, vejo todo meu esplendor ser reduzido a “grayscale”.
E ainda assim, a maioria das pessoas não consegue perceber a sutileza de meus tons gris.
Ps.: só pra esclarecer... quem fuma é o Miguel, não o Mário. rsrsrs
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Mário Paixão
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16:44
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Hora da Magia

Tudo, segundo dizem, tem um fim.
Felizmente isso se aplica aos livros do Paulo Coelho, aos filmes do Joel Schumacher e à uma merecida ressaca.
Infelizmente descobri que isso também se aplica à beijos com uma estranha,às historias do Mark Millar e às baterias da minha câmera fotográfica.
O sangue de um pulso cortado...
A dor de uma decepção...
Pesadelos...
Tudo deve ter um fim.
Assim, eu conclui que as coisas deveriam terminar, desde que imediatamente agarremos a chance de começar algo novo.
E é esse momento, quando o último engasgo vira o primeiro sopro de vida que eu costumo chamar de Hora da Magia!
A dor é inevitável... O sofrimento é opcional.
O Velho, o novo e o desconhecido revitalizam o coração.
Ps.: Espero que tenha ajudado.
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Mário Paixão
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16:38
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
Campeão do meio...
Nunca fui melhor em nada...
nem melhor amigo, melhor filho, melhor aluno, ou melhor funcionário...
Gostaria de ter sido melhor amor, melhor amante...
Mas nada disso me foi reservado...
A mim, foi destinado ser bom.
Boa pessoa, bom colega, bom desenhista ou bom cantor.
Nem o mal me foi destinado.
As vezes seria melhor...
Os maus são lembrados.
mas não os bons, só os melhores.
Ao chegar nesse ponto, talvez você diga que eu sou um bom escritor, e registre pra si a minha verdade, mas se eu tiver sorte, você vai odiar este texto, chamá-lo de patético e melancólico, talvez até tétrico...
Ai sim, serei outro e não mais eu, pois não serei bom, e hoje, ser ruim me basta...
Na verdade é o melhor.
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Mário Paixão
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17:46
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terça-feira, 12 de junho de 2007
Cornucópia

Sou um amontoado de coisas gastas e esquecidas, como num velho baú de quinquilharias.
Sentimentos guardados, palavras não ditas, cartas não remetidas...
Dores, que pararam de doe de tão enferrujadas, como antigas tampinhas de refrigerantes...
Sou feito de sabores também! De um chocolate esquecido na mochila ou dos caramelos que uma estranha insistiu em compartilhar no metrô... Mas também do amargo sabor de ver um amigo partir pra sempre ou de ver sua esperança se levantar da mesa e caminhar pra longe...
Tenho em mim um mosaico de cores-- de um castanho tão doce quanto mel à um vermelho tão intenso que fere...
Há também uma lista de nomes, como se fossem cromos em um antigo álbum de coleção. Alguns são meus por direito, outros me foram ofertados, alguns são espólios de minhas batalhas e outros ainda, sequer me pertencem de verdade...
Sou amarelado pelo tempo, como as páginas de um velho livro de cabeceira, cuja historia teima em se repetir, mesmo já sendo conhecida...
Essa é minha sina... ser minha cornucópia avocante, jorrando ego.
Imagem:La Reproduction Interdite, - MAGRITTE, Renné
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Mário Paixão
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domingo, 10 de junho de 2007
Hiperálgico

Os dias são longos e frios...
Tanto que me fazem falar mais devagar, ora ofegante, ora receoso--
Dias (e noites) cheios de delírios, como aqueles dos dias de febre...
Aqueles que nos fazem ver coisas.
Seria até bom, se eu não fosse um tanto paranóico e tudo que eu visse não fosse apenas você indo sem nem mesmo ter chegado...
Eu quase posso vê-la nesses delírios.
Mas tudo que consigo é sentir seus lábios me tirando o fôlego enquanto te chamo:
- Dor...
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Mário Paixão
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09:20
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Mnemônico II
Minha mente me trai--
Mão me lembro das coisas como realmente aconteceram.
Me lembro que era verão, mas em minha memória, folhas sempre estão caindo.
Chovia forte, mas me lembro de uma lua enloquecedora!
Me lembro dos seus lábios, sua língua, seu sabor...
Mas sei que você nunca esteve lá...
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Mário Paixão
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08:57
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quinta-feira, 24 de maio de 2007
O Surpreendente Homem-Chave
Enquanto caminhava, meditava sobre sua recém-adquirida habilidade.
Extraordinário! Não diria de outra forma. Acreditava que seu poder era realmente surpreendente, pois quem mais no mundo tinha o poder de abrir qualquer porta através de uma ligeira ordem à sua fechadura? Isso mesmo, ele falava com portas e na verdade, era capaz de convence-las a se abrir com apenas uma frase ou duas.
Porém, por seu pudor católico, não fazia muito uso de seu talento, por acreditar ser um pecado mortal invadir a privacidade alheia.
Mas não deixava de pensar o quanto seria útil se seu poder funcionasse sobre pessoas, ao invés de portas, pois é com pessoas que sempre tivera dificuldades.
Com as portas, até que se dava bem, mesmo até antes de sua nova competência.
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17:25
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Conversas I
Deu mais um trago em seu vinho do porto, e quando uma gota ameaçou correr de seus lábios, tocou-os com a ponta de sua língua, sorvendo a intrépida porção de sua bebida.
Virou-se então para mim, que continuava a tartamudear e interrompeu-me dizendo: “Não me venha com essa... A quem você pensa que engana? Você foi até lá por um só motivo e quando a coisa toda se danou, você fez o de sempre. Você é patético! É isso o que você é: Um grande tolo, patético e medroso!
E então soltou sua característica gargalhada que lembrava de fato o som produzido por um abutre.
E eu...eu nada fiz pois o que ele acabara de dizer, me machucava apenas por ser verdade.
Se havia alguém que me conhecia, era ele: Meu maldito anjo da guarda.
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terça-feira, 22 de maio de 2007
terça-feira, 15 de maio de 2007
Os Viajantes

Segui então numa busca ingênua, porém contínua, à procura de mim mesmo...
Numa esquina, entre Dublin e a Terra Média, encontrei Deus.
Quando ele viu quem eu era ficou tão lisonjeado que me pediu um autógrafo.
“Nunca encontrei um tolo tão grande pessoalmente”- Disse ele com um sorriso amarelado pelos cigarros e cafés.
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sábado, 12 de maio de 2007
Volcano
Vai ai galera... De agora em diante, vou variar entre videos , textos e as vezes alguns links bacanas...
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Mário Paixão
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13:49
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terça-feira, 8 de maio de 2007
Trocando Amor Por Chocolate...

Bem... Acho que agora é definitivo... Estou trocando o amor por chocolates...
Chega um momento na vida que devemos simplesmente reduzir os problemas que criamos para nós mesmos...
Talvez você não concorde comigo, mas tenho minhas razões.
Já ouviu falar em “Chocolates Impossíveis”
“Chocolates Platônicos”
Alguém que “mata por chocolate”
“Chocolates a primeira vista”
“Se perder por chocolates”
Sem contar que quando um “chocolate” termina, você pode simplesmente compra outro...
O lado ruim é que não me lembro de ninguém que de ênfase ao chocolate em suas musicas ou poemas...
Ninguém faz declarações de chocolate...
Não se recorda um chocolate...
Mas (com raras exceções), ninguém sofre por chocolate, chora por chocolate... e nem se desespera ao ver seu chocolate com outro...
E quimicamente falando... são iguais as reações produzidas por eles... O amor , o chocolate e as ervilhas, que não vem ao caso pois nem gosto delas...
Mas não tenho realmente nada contra o amor... Apenas, após ponderar resolvi que melhor buscar ao chocolate...
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Mário Paixão
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17:24
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sexta-feira, 4 de maio de 2007
Mnemônico I

Tem algumas coisas que preferia ter esquecido--
Mas quando esquecer é uma escolha, o que nos restam são rasuras na mente, como grandes marcas de borracha, mostrando que o esforço de esquecer resulta no muito pensar...
O esquecer se torna uma brincadeira de esconde-esconde num quarto branco sem moveis e de paredes acolchoadas...
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Mário Paixão
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18:51
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Pensamento metediço!

Pensamento metediço!
Não te dei tais liberdades de escorreres de minha mente e tenções para em meus lábios desaguares de maneira tão inoportunamente bravia.
Fez corar assim, a mim e a moça a quem tive de dar ar de gracejo chistoso a este desvario libidinoso e fazer de ardil o ardor que sentia ao vê-la ali...
Maldito seja pensamento metediço!
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Mário Paixão
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18:47
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